CBKI 2026 - Análise de Roberto Lopes
Roberto depois de correr 10 baterias classificatórias
Roberto depois de correr 10 baterias classificatórias
Os sete Cavaleiros do Rio, estão disputando o brasileiro de kart indoor com o objetivo de se classificar para o Mundial de Kart indoor, na Espanha.
Após a primeira etapa de duas, os cariocas avaliam suas participações no evento.
Morador da Barra da Tijuca, Roberto Lopes, 44 anos, empresário nas horas vagas, na primeira etapa ficou com a oitava colocação na F-85 e em 14°na F-105.
"Participar do CBKI em Curitiba foi uma experiência muito especial para mim. Eu já participo de competições nacionais, como o NKR, então já estou acostumado com esse nível de evento e com pilotos muito fortes de vários estados. Mas o CBKI teve características próprias que fizeram essa etapa ser marcante, principalmente pelo formato da competição, pela quantidade de corridas e também por ter sido a primeira vez que participei de um Match Race".
"Disputei duas categorias e foram 12 corridas no mesmo dia, além do Match Race. Foi um dia muito intenso, tanto fisicamente quanto mentalmente. Você termina uma bateria e entra em outra , entender o kart que recebeu, analisar o grid, os adversários e se preparar novamente".
"O Match Race foi uma experiência nova para mim.Nunca tinha participado desse formato. Gostei bastante porque é uma disputa diferente, muito mais direta, em que qualquer detalhe ou erro pode decidir o confronto. Foi mais uma experiência importante que trouxe de Curitiba".
"Gostei muito do traçado. É uma pista que exige bastante do piloto e principalmente capacidade de adaptação.
Para quem não anda ali com frequência, é preciso entender rapidamente onde está o tempo, as referências de frenagem, as melhores linhas e os pontos de ultrapassagem.
E em uma competição desse nível esse aprendizado precisa ser rápido, porque os pilotos locais conhecem muito bem a pista."
Lopes em ação no Meta Kart Barra
"O nível dos adversários também foi muito alto. Estamos falando de pilotos rápidos, experientes e acostumados a disputar campeonatos importantes. Não existe bateria fácil. Você precisa estar concentrado o tempo inteiro porque qualquer décimo e qualquer posição acabam fazendo diferença."
"No rental kart existe também o desafio do equipamento. Cada kart tem uma característica e você precisa descobrir rapidamente como extrair o máximo dele. Com tantas corridas no mesmo dia isso fica ainda mais evidente. Às vezes você sai de um kart e entra em outro com um comportamento completamente diferente e precisa adaptar sua pilotagem praticamente na hora. Para mim, isso também é uma das coisas mais interessantes do rental kart."
"Outro ponto muito legal foi estar junto com os pilotos do Rio. Quando a gente sai para disputar um evento desse tamanho, acaba existindo naturalmente uma união maior entre quem está representando o mesmo estado."
"Tivemos pilotos muito fortes do Rio por lá. Os irmãos Fraga, que são pilotos de altíssimo nível, o João kraischer que apesar da idade (13 anos) anda muito e o Flavinho Costa, que é um cara com quem estou sempre dividindo pista no NKR e em outros eventos. Quem acompanha sabe o quanto o Flavinho é rápido e como está sempre brigando por vitória e conquistando grandes resultados. É muito legal estar com pilotos desse nível representando o kartismo carioca".
"Também quero destacar o Bruno Aguiar, do Meta Kart, que esteve lá acompanhando a competição. O Meta Kart faz parte da minha trajetória no kart e foi muito bacana ter o Bruno presente, acompanhando e torcendo pela turma do Rio."
"E não posso deixar de falar da recepção que tivemos em Curitiba. A Márcia, o João Marcelo e o Willy, da organização do Mônaco, foram muito atenciosos conosco. Fomos muito bem recebidos e isso faz bastante diferença quando você está participando de um evento fora do seu estado."
"Acho que uma competição como o CBKI vai muito além de simplesmente olhar para a classificação final. Claro que todo mundo vai para competir e quer chegar o mais à frente possível. Eu fui com esse objetivo também. Mas você volta entendendo mais sobre a sua própria pilotagem, vendo onde está competitivo, onde ainda pode melhorar e convivendo com pilotos de diferentes estados e estilos".
"Depois de duas categorias, 12 corridas e ainda o meu primeiro Match Race, saí de Curitiba cansado, mas muito satisfeito com a experiência. Foi um fim de semana que acrescentou bastante para mim como piloto."
"E por ultimo, representar o Rio de Janeiro ali também teve um significado especial. A gente sabe o quanto o rental kart carioca tem pilotos fortes e campeonatos muito competitivos, então poder fazer parte desse grupo no CBKI foi motivo de orgulho."
"Com certeza foi uma experiência que quero repetir. E, na próxima, levando tudo que aprendi nessa participação, a vontade é voltar ainda mais preparado para buscar resultados melhores," resume o piloto Roberto Lopes.